Eras ali, um jardim,
uma flor, um amor,
um encanto de um recanto,
que me tomou em espanto.
A prata que me prende,
sustende, e abafa uma safra,
que parece perdida,
ou apenas, escondida.
Estranho o rebanho,
e num canto permaneço, pereço,
sou um vento lento,
uma contradição numa canção,
um erro num enredo.
Essa paz que renovo votos,
e que traio no ensaio,
que digo jurar e amar,
mas tão pouco estar.
Uma teia que me ladeia,
que teci acanhando que podia fugir,
mas cego fui, ao ver-te partir.
São demasiados fios de rios,
o mar não é chegar,
e as linhas voltam e voltam,
num momento em que me perdi,
e não sai.
Corrupio, ocupo um vazio,
um engano dum ano,
de um nascimento que foi momento,
mas que de cada instante,
perde-se o semblante.
Apenas um sonho de um dia, em que te via,
de um querer em tudo poder,
te conhecer,
e contigo poder ser.
. Perguntas-me… e eu não se...
. Isto é para ti, meu amigo...
. Sensação
. Parado
. Nojo
. Só
. Não
. Inútil
. Doentio
. Sem ti
. Era tudo
. Pétalas
. Deriva
. Ilusão