Sexta-feira, 13 de Agosto de 2021

Tudo em mim, cede por ti.

Por mais que diga e siga,

e vibre num estado elevado,

na tua chegada,

sinto-me exilado.

Parecem adormecidas, as vidas,

e num aqui agora, faço-me de fora,

para o amanhã que nunca chegou.

E aqui vou,

tateando, e voando,

fora e dentro,

caindo,  e assim, sorrindo,

e em ti,

desistindo.

Vens e vais, num sol que aparece,

e logo adormece,

num beijo que aproxima,

mas não sublima,

um ponto de estado de não pureza,

oscilando em tristeza.

Só no teu debruar,

eu tudo deixaria, e faria,

estar.

Venham os eruditos, cujos e ditos,

venham as tremedeiras daquelas eiras,

venha tudo ou nada, perto da quebrada,

mas num ofego teu, tudo meu,

tudo em mim, cede por ti.

publicado por flipe às 14:58
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