Por mais que diga e siga,
e vibre num estado elevado,
na tua chegada,
sinto-me exilado.
Parecem adormecidas, as vidas,
e num aqui agora, faço-me de fora,
para o amanhã que nunca chegou.
E aqui vou,
tateando, e voando,
fora e dentro,
caindo, e assim, sorrindo,
e em ti,
desistindo.
Vens e vais, num sol que aparece,
e logo adormece,
num beijo que aproxima,
mas não sublima,
um ponto de estado de não pureza,
oscilando em tristeza.
Só no teu debruar,
eu tudo deixaria, e faria,
estar.
Venham os eruditos, cujos e ditos,
venham as tremedeiras daquelas eiras,
venha tudo ou nada, perto da quebrada,
mas num ofego teu, tudo meu,
tudo em mim, cede por ti.
. Perguntas-me… e eu não se...
. Isto é para ti, meu amigo...
. Sensação
. Parado
. Nojo
. Só
. Não
. Inútil
. Doentio
. Sem ti
. Era tudo
. Pétalas
. Deriva
. Ilusão