Quinta-feira, 21 de Maio de 2020

Viagem perdida

Permuto na noite,

num deambulatório entre mundos,

em espasmos de transição,

que me forçam a coesão.

Renego o que não posso renegar,

uma gota num deserto,

prestes a secar.

Se não fores um oásis,

e eu um deambulante constante,

o entrave virá de charneira,

e me tomará na clareira.

A crosta deste manto,

parece fugir ao meu nutrir,

e naquele encanto.

apenas colho ápices de um existir.

Jarra de flores que não são,

lugares perdidos,

em mim, em vão.

Um prego em madeira rachada,

pedras e pedras,

naquela enseada.

Uma antagoniza de uma divisa,

que permeio em cheio,

e nem no doce salgado,

sou algo colocado.

Viragens de uma viagem,

que imergi na queda desse navio,

que virou barco, jangada,

e agora, uma tábua rasa.

publicado por flipe às 12:04
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