Quarta-feira, 18 de Março de 2020

Entre o tudo e o nada

Entre o mar e maresia,

o salgado doce, as tuas palavras,

lábios, expressões,

uma infinidade de tempo,

que ficou e cessou, assim o presente.

Como era, aquele toque de morte,

de renascimento, que apelava ao momento,

não ao instante, ao depois, mas um esquecer,

de uma vida que vimos perder.

Sugados e embalados, assim se entrevia,

o que não era nem foi, o que não podia ser nem se ver,

assim se cantava e obliterava, uma canção de perdição.

De sede, fome e loucura,

tomava-se a brancura, de um diáspora áspera,

que temia num esquecimento o momento.

Eram vires e ires, era tudo de um senão,

que virava em contramão, e quebrava quem oscilava,

destruía quem corroía.

Vidas perdidas, resgatadas, sofridas,

traços profundos de sentimentos imundos,

assim se fizeram, em prol de uma viragem que se tornou miragem,

e num deserto fez-se morrer para nenhum

de nós ser.

 

flipe

 

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publicado por flipe às 20:18
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