Terça-feira, 4 de Julho de 2023

Silêncio de mim

Docemente acaricio o vento,

o apego da noite,

que me leva e trás,

ao presente.

Tomo a inocência de uma consciência,

de que seguro e acalento,

o desalento.

De uma criança que sou,

pedindo e sorrindo,

e nada sentindo.

Somos assim, um cetim em rolo,

que nada ainda teceu,

e que simplesmente,

nasceu.

Enrolando é certo,

e até esperando,

caindo ou voando,

mas nada moldando.

Silêncio de mim,

que temo e abraço,

que enlaço;

regendo os dentes,

num amanhecer,

morrer nascer.

E viver!

E o amar?

Não o sabemos segurar,

nem a ponto do véu,

da aliança lembrança,

que logo adormeceremos,

e nasceremos.

Amando e sonhando.

E sonhando,

amando.

 

Flipe

publicado por flipe às 22:52
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