Terça-feira, 7 de Novembro de 2023

Seguro o dia de verão

Seguro o dia de verão,

o mar da  emoção,

pensamento desalento,

de chão. De um mar que vi secar,

e um salgado que vi brotar;

sem olvidar, caio sem sonhar.

Sem ti, sem linhas que te desenham,

e entranham, apenas um desejo de um estar,

o que sempre escrevi e li,

nas linhas – o amar.

E vejo-te nas estrelas, no secar de um chorar,

no abraço de um dar,

aqui seguro, sem te ver ou saber,

conhecer ou ler;

aqui olho, no escuro do anoitecer,

mais um dia de desejo ser,

sem ti, esquecer.

Escreveria o teu nome, e nele pintaria o céu,

mas somente vejo, um véu,

nem uma lembrança que destapas,

e em esperança, atas.

No olhar, fecho um estar,

e corro na noite,

de mãos dadas com o vento,

sentindo que estás,

voando,

em paz.

E apago.

Procurando te onde és.

E serás.

Eternamente.

publicado por flipe às 23:53
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