Escrevo para que nunca esqueças,
o que as nossas almas dizem…
Escrevo no que não é dito,
no que não é olhado,
mas que vive, e grita desalmado.
Escrevo naquele sonho,
de ser tudo. Tudo contigo, tudo em ti.
Naquele sonho que é.
Seja no canto do teu ir,
ou no cuidar do teu sorrir,
ou simplesmente, naquele sem jeito,
mas que molhado, vive no peito.
Não amado/a.
No brilho do olhar na noite que vi chegar,
no gesto meio quebrado, no misto desajeitado,
nasce o corrupio de um frio,
que esquente e acalenta…
Aquele toque que não vem…
Que sustem…
E que grita… e grita… No eco das nossas almas.
Em segredo que não é.
Esperando ser, esperando e voando,
em nós, amando.
Escrevo num abraço dançando,
em linhas de letras voando,
escrevo na saudade que és, quando não estás,
escrevo… como escrevi para ti,
no hoje e no sempre que senti.
Para ti…
. Perguntas-me… e eu não se...
. Isto é para ti, meu amigo...
. Sensação
. Parado
. Nojo
. Só
. Não
. Inútil
. Doentio
. Sem ti
. Era tudo
. Pétalas
. Deriva
. Ilusão