Domingo, 21 de Janeiro de 2024

Quero ser livro

Uma névoa que teima,

uma história que me leva,

um dia que chegou,

numa realidade de um livro que não sou.

Um sorriso, um pano esvoaçado,

um grito, um e mais um,

teatro  animado.

Nem público, nem figurante,

apenas um mero viajante.

De gratidão,

nego a ilusão.

E de dor,

aceito o amor.

O verdadeiro.

O que não é possível segurar,

nem esculpir, nem pintar.

O que apenas é,

e apenas será.

Como nós.

No livro que somos,

e na tinta que decompomos.

E pouco a pouco escrevemos,

e morremos,

e apagamos… De livro na mão,

esperando escrever,

mais uma ilusão,

de um morrer.

Quero ser livro,

de capa consciente,

criando e voando,

eternamente.

Aqui, agora, no sempre.

Nem tempo, nem espaço,

nem a linha continua,

do laço,

apenas um tudo, um todo,

um livro que brilha,

que escreve e amor,

como vida.

publicado por flipe às 21:26
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