Uma névoa que teima,
uma história que me leva,
um dia que chegou,
numa realidade de um livro que não sou.
Um sorriso, um pano esvoaçado,
um grito, um e mais um,
teatro animado.
Nem público, nem figurante,
apenas um mero viajante.
De gratidão,
nego a ilusão.
E de dor,
aceito o amor.
O verdadeiro.
O que não é possível segurar,
nem esculpir, nem pintar.
O que apenas é,
e apenas será.
Como nós.
No livro que somos,
e na tinta que decompomos.
E pouco a pouco escrevemos,
e morremos,
e apagamos… De livro na mão,
esperando escrever,
mais uma ilusão,
de um morrer.
Quero ser livro,
de capa consciente,
criando e voando,
eternamente.
Aqui, agora, no sempre.
Nem tempo, nem espaço,
nem a linha continua,
do laço,
apenas um tudo, um todo,
um livro que brilha,
que escreve e amor,
como vida.
. Perguntas-me… e eu não se...
. Isto é para ti, meu amigo...
. Sensação
. Parado
. Nojo
. Só
. Não
. Inútil
. Doentio
. Sem ti
. Era tudo
. Pétalas
. Deriva
. Ilusão