Que lar é este,
que desconheço tanto,
e em cada esquina,
um pranto.
Sensação de não estar,
de não pertencer,
a nenhum lugar.
Somente aquela espera,
no sonho de encontrar,
fazia-me querer ficar.
E sonhar…
Se não vens, deixa-me partir,
voar e fugir.
Deixa-me á carne renegar,
e num sopro de um além,
levitar.
Ou grita, vem em silêncio,
e abraça-me…
Por ti, ficarei, e tudo de mim te darei…
Por ti (desconhecida)…
Por ti (perdida)…
Ou eu… Perdido, no nascer,
no ser,
perdi-me e esqueci-me,
onde te ver.
Por isso escrevo,
rasgos da alma em traços de sangue,
que me sugam um estado terreno,
cada vez menos sereno.
Menos vivo.
Por isso, num sopro final,
escrevo, e clamo,
pela tal.
(a Desconhecida)
Aquela que não vi,
nem senti,
mas que sei, desde que aqui despertei,
que sempre,
sempre,
a AMEI.
. Perguntas-me… e eu não se...
. Isto é para ti, meu amigo...
. Sensação
. Parado
. Nojo
. Só
. Não
. Inútil
. Doentio
. Sem ti
. Era tudo
. Pétalas
. Deriva
. Ilusão