Enrosco-me no conforto de um silêncio,
e abraço-me no retalho de uma manta,
que cai escorregando, voando, e saltando,
como se numa dança me embalasse e levasse.
Deixo-me ir, partir, sair, desistir,
deixo-me num horizonte de um agora que não é,
sonho ou realidade, a minha verdade.
Num riacho, pedra ante pedra,
salto e caio, molhando-me, e num conforto de um retalho,
ali fico, ouvindo e sorrindo, no silencio da solidão,
que o amor levou, e segurou no coração.
Queria um ali, um agora, um retalho quente,
de um alguém, de um abraço vivo,
de segurar e voar, naquele riacho, que queria ver secar,
e neste o doce amar.
Na palavrinha, seguro quem lê, e nesta, aquele aperto,
que suavemente toco e conforto,
naquele único sentimento, que trás o momento,
e tudo leva, assim o desalento.
Fechando o olhar, queira segurar,
eu estarei na beira do silencio, e na respiração da emoção,
de te sentir ir e vir, e suavemente nutrir.
Assim, o aperto e um outrora que vi nascer e perder,
assim, segura e crua, sente o instante que decai de mim,
no conforto de um dia, de um toque,
de um segurar, de um tocar, de um ali estar,
para sempre.
. Perguntas-me… e eu não se...
. Isto é para ti, meu amigo...
. Sensação
. Parado
. Nojo
. Só
. Não
. Inútil
. Doentio
. Sem ti
. Era tudo
. Pétalas
. Deriva
. Ilusão