Ferido sou esfaqueado,
e revirando, sou cortado,
batido, levado,
quebrado.
Já nem o julgamento vem do momento,
apenas um silêncio na frustração,
sem qualquer emoção.
Não sei, e desconheço o saber,
apenas aparo o sangue no jarro,
para não sofrer.
Impávido, impermaneço,
sou estátua na brisa,
quase nada para os que partem na calçada.
Um vulto de uma existência,
colho na ilha uma ausência,
de uma prisão que cavei,
e da chave que joguei.
Tento por um visto, e um não visto,
marcas onde perambulam,
e se desnudam do consentido,
nojo despido.
Tudo depois, em bois que se amarram,
e molestam em prazeres de escárnio,
jorrando e mudando, testículos de bolas,
em solas de vaginas,
lamparinas.
Enfiadas, roubadas,
cozidas e despidas,
perdidas,
vão de um serão,
que penetra na madrugada,
de uma enseada ensanguentada,
e delicadamente violada.
Nós os violados,
ou destruídos, quebrados,
nós os incestos de pretos,
brancos,
santos,
nós…
o varão de um pilão,
fezes de maresia que lambia,
e sentia, indo, vindo,
entrando, saindo.
Rasgo, entranhas,
manhas,
de cobras cobertas,
demoradas em pradas,
reluzentes,
dormem,
e morrem,
dormentes.
. Perguntas-me… e eu não se...
. Isto é para ti, meu amigo...
. Sensação
. Parado
. Nojo
. Só
. Não
. Inútil
. Doentio
. Sem ti
. Era tudo
. Pétalas
. Deriva
. Ilusão