Terça-feira, 6 de Fevereiro de 2024

Ninguém ouve…

Sinto que falo,

mas ninguém ouve…

Está tudo… ali na esquina,

numa cortina.

Quase toco no silêncio,

daquilo que sou, onde estou.

Mas em cada imergir, saio apenas no sentir.

Confusão.

Ilusão.

Uma caminhada numa enseada,

de papel molhado,

quebrado.

Em desvaneio, permeio,

desperto e adormeço,

e em cada começo,

tento…

Mas sou arrebatado, nesse papel amachucado,

e faço na caixa, o meu papel,

onde na noite,

embrulho em cordel.

Num pouco.

Num vazio.

Numa amostra de um perfume,

que evapora e ali fica, no vazio de nada ficar,

e na embalagem, do tudo albergar.

Rouco, sossego…

Gritei no silêncio,

e ouvi de longe,

esforçando num sentido,

de que ouvia, algo vivo.

Mas sinto que falo,

e ninguém ouve…

publicado por flipe às 22:50
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