Oiço vozes do além
desperto
uma saudade imensa…
de um desconhecido sentido,
vivido
perdido
talvez escondido…
Fazer, ser, utopia
de passos dados,
errados,
de atalhos sem lugar,
nem meta no chegar.
Volta que vem,
do além,
da serpente dormente,
que vai tomando e sugando,
e quebrando…
O mandato
sentido lato, sentido parado,
perdido, procurado,
sentido quebrado.
Mentira no tempo alento,
no espaço devasso,
que permeia uma veia,
de sangue venenoso, leproso,
e em fim, de pálpebras colando,
esperando,
morando, a morte de uma cama,
que escama.
Passos afundados, voltando e não vendo,
fugindo, devendo,
sentido, perdendo…
Poucas de muitas,
de um gosto amargura,
desventura,
revolta ternura;
na toca tocando,
e esperando, não vendo, não sendo,
não crendo,
não, e não, de uma interrogação.
E não…
. Perguntas-me… e eu não se...
. Isto é para ti, meu amigo...
. Sensação
. Parado
. Nojo
. Só
. Não
. Inútil
. Doentio
. Sem ti
. Era tudo
. Pétalas
. Deriva
. Ilusão