Viro e retiro,
a verdade, como se neste decorrer,
fizesse diferença escrever.
Clamo, entoo, e deixo rastos de mim,
esperando num impossível,
que algo surja, e me leve a caminhar num novo estar.
Pedinte, sem abrigo, clamo pelo mais precioso,
tarde da vida, moroso.
Confuso, dispo-me, e por mais que me dispa,
sinto calor, de roupas que não consigo tirar,
e me levam a quebrar.
Não parece existir, nem cola nem sentir,
que caminhe em mim,
um real despir.
E vou, indo não ficando,
levitando,
nunca estando.
Como se o brandir, fosse reflexo,
de um vir. Mentiras que me conto,
e desconto,
que ouvi e perdi.
Que segurei e deixei.
Fraco.
Apenas sonhei.
Algo que segurava, e que agora,
nem estava,
até que uma virar, num esforço de um chegar,
me atirou, e deixou,
caído e violado,
quebrado.
Desalmado.
Em parte roto, possível de eu tocar,
as feridas do meu caminhar.
As que seguiam cercas em suaves enganos,
desumanos.
E até as horas, 11:11, brincam em loucura,
mostrando-me a secura,
da água que não alcanço,
e em tudo balanço.
Não indo, não voltando,
apenas estando,
apenas esperando.
. Perguntas-me… e eu não se...
. Isto é para ti, meu amigo...
. Sensação
. Parado
. Nojo
. Só
. Não
. Inútil
. Doentio
. Sem ti
. Era tudo
. Pétalas
. Deriva
. Ilusão