Entre as margens do mundo eu oiço,
e toco no além.
Nada mais é,
a não ser o inebriante,
toque do meu coração,
que cessa lentamente.
Assim o meu corpo.
Teço marés de um encontro,
que há muito perdi,
e aguardo-o sem fim.
Sentimento desvaneio,
apeio, que desabrocha e amossa;
que nunca mais cessou,
somente em pontos,
brandou.
São histórias do além,
do momento em que era livre,
e voava,
e contigo programava,
descendo a enseada…
Nascia, e com isto dormia,
esquecendo e não vendo,
o contorno das tuas linhas,
o meu único vestir,
deste teu sentir.
Aqui sangro, sorrio, e desfaleço,
como um pranto de um manto,
pereço,
desfia e suavemente azia.
Peliculas de mim, cruzando em ti,
cruzes de um sofredor,
que se perdeu na dor.
E no amor...
. Perguntas-me… e eu não se...
. Isto é para ti, meu amigo...
. Sensação
. Parado
. Nojo
. Só
. Não
. Inútil
. Doentio
. Sem ti
. Era tudo
. Pétalas
. Deriva
. Ilusão