No silêncio escrevo,
colho a letra, a palavra,
e abraço-a… cuido dela,
sinto-a… ela faz-se ser,
ver, querer,
e no fundo,
viver.
E é…
Hoje e sempre, simplesmente é.
Vem o frio, vem o calor,
vem o sorriso, e a dor,
vem uma mão dada, e uma vazia, gelada,
vem, e virá,
tal como a palavra,
é e será.
Somos textos de palavras,
de mão dadas,
composições,
meras atuações,
somos um palco do tudo,
que é tudo,
e tudo será.
Se nasce, se não tem,
se desdém,
o amanhã amanhecerá,
e a noite virá,
e está tudo bem.
Haverão letras, haverão canções,
haverão emoções,
haverá a linha que é uma reta,
sem começo nem fim.
Assim, segura-a…
dá-lhe amor, aquele letra, que faz palavra,
cor,
dá-lhe mimo, faz-lhe um conto,
uma história, um dialogo,
um ponto.
Nada segura, nada é nada,
quando o tudo está em tudo,
e o apego é medo,
e o fado é suado;
e o que é, ou achamos ser,
nada é,
apenas o tudo,
a viver.
Assim… segue o vento,
o alento,
o tudo que leva,
momento.
Segue o agora e ama-o,
pois não há palavra errada,
nem morte na enseada,
apenas um presente,
para sempre.
E está tudo bem.
. Perguntas-me… e eu não se...
. Isto é para ti, meu amigo...
. Sensação
. Parado
. Nojo
. Só
. Não
. Inútil
. Doentio
. Sem ti
. Era tudo
. Pétalas
. Deriva
. Ilusão