Desperto e não estás…
ficou aquele momento em que tudo parou e ficou,
em que tudo se uniu e descobriu,
em que a verdade existe e preexiste.
Duvida de pedra, salto em salto,
num não querer, num esconder,
mas num ir, fez-se sentir,
o escondido e o oprimido.
O sempre sentido.
O que não pode ser,
mas é, sem ver.
De voltas em voltas, no quente do peito,
no frio do leito,
até que num canto, fez-se pranto,
e de um raio, um sol, um sonho,
um momento eterno.
No nosso Inverno.
No nosso (des)contentamento,
(des)alento.
Faltou o medo e o enredo,
o tocar de um verbo, ….
Aquele que perfaz o audaz,
e o universo, na suas paralelas divisões,
e em nós, nas emoções.
Mas é somente um sonhar, um ir e voltar,
pois em deserto que não chove areia, nem apneia,
é um mar sem estar,
uma mão desunida, numa frase não lida.
É um abraço ao vento,
um grito ao (a)batimento.
. Perguntas-me… e eu não se...
. Isto é para ti, meu amigo...
. Sensação
. Parado
. Nojo
. Só
. Não
. Inútil
. Doentio
. Sem ti
. Era tudo
. Pétalas
. Deriva
. Ilusão