Doce,
é o sabor que me adoça os lábios,
e amargo,
o coração.
Palavras erradas,
vergonha de mim,
de ter o contorno, a cor e o sabor,
mas enfim…
De dois fica zero,
um é nada, e o outro uma enseada.
Corto-me,
pior que a carne,
na alma,
no silêncio de um julgamento,
lamento.
Atrasado, vou chegando,
e quebrando,
e cada embarque,
é um além,
de mais um pôr da dor.
O ali passa,
e tudo parece tarde,
num dia que começou,
e cada instante,
atrasou.
Nem o abraço,
nem a porra de um papel,
viraram mel.
Apenas nos lábios,
de quem engano,
e naquele pano.
No seio, um desvaneio,
um irracionalidade desmedida,
mentida,
perdida.
Vergonha, estas letras,
de tetas,
puro leite de um deleite,
orgulho de mim,
de nojo…
Sei que é espada,
e tudo de nada,
mas cruzo o tear,
numa deriva de um estar.
. Perguntas-me… e eu não se...
. Isto é para ti, meu amigo...
. Sensação
. Parado
. Nojo
. Só
. Não
. Inútil
. Doentio
. Sem ti
. Era tudo
. Pétalas
. Deriva
. Ilusão