Gota a gota, numa enxurrada de um olhar perdido,
há muito não sentido.
Magoa demais,
esta perca, esta ausência,
esta dormência.
Dói, e dói… e ao mesmo tempo,
inunda-se um olhar,
que treme num suspirar.
Tantas cercas, proteções,
mentiras que ergui,
e que religiosamente manti.
E agora, incapaz de sair,
de sentir,
de me dar,
quebro e quebro-me,
em cada estar.
Recolho e procuro,
e nada encontro, apenas um silêncio de um retiro,
de um faca que parece entrar,
em cada expirar.
A voz é sem voz,
e os pensamento quebram como estilhaças e amassos,
num volitar de um quebrar.
E quebro.
Olho numa mão, e o tempo, já partiu,
olha na outra,
e os poucos grãos sumiram,
aqueles que germinavam sonhos.
Aqueles que sorria,
e no tempo, sentia.
. Perguntas-me… e eu não se...
. Isto é para ti, meu amigo...
. Sensação
. Parado
. Nojo
. Só
. Não
. Inútil
. Doentio
. Sem ti
. Era tudo
. Pétalas
. Deriva
. Ilusão