Domingo, 29 de Julho de 2018

Cerca-me um medo

Cerca-me um medo,

solta-se um sacio,

de negro pranto,

vazio.

Uma escuridão toma-me,

e numa contrariedade de um dia,

abraço-a,

acaricio-a,

e sou parte deste ser,

no qual faço morrer.

Já não faço procurar,

nem esperar,

sou uma deriva,

de um grão,

que encosta a encosta,

vai deslizando,

até á solidão.

Nem o horizonte faço enxergar,

apenas uma névoa presente,

que tepidamente,

vou fazendo afastar.

No fraquejo,

nem esta abstração,

faço vazão,

apenas

escuridão.

Solta-me a palavra,

e salva-me.

publicado por flipe às 22:56
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