Vozes que não se calam,
pensamentos que embatem,
e latem, constantemente,
em cada presente.
Assim como o sol de fim de Verão,
acordo baixo,
já cansado e angustiado,
derrotado.
Levanto num abraço que não conheço,
num amor que há muito se fechou,
e acomodou.
Sem se dar,
sem amar,
sem sonhar,
sem desejar.
Cama vazia, olhos distantes,
relutantes,
encaro o vazio que se abriu,
este que há muito tinha escondido,
e esquecido.
Numa cratera transiente,
incapaz de se cobrir,
só num abraço de alguém,
poderei sentir.
Quem é? A porta que ninguém bate,
a janela que ninguém olha,
assim sou eu.
Alguém por favor…
. Perguntas-me… e eu não se...
. Isto é para ti, meu amigo...
. Sensação
. Parado
. Nojo
. Só
. Não
. Inútil
. Doentio
. Sem ti
. Era tudo
. Pétalas
. Deriva
. Ilusão