Abro a mão ao vento,
e de mãos dadas caminho,
com ele, sozinho.
Abraço-o, sinto-o,
embora frio, aconchega-me na lágrima que leva,
e que carinhosamente colhe,
na eternidade de uma saudade.
Sonho, na palavra que direi,
são tantas as vezes,
que a imaginei…
Se escrevo, se grito,
é no sonho, de um dia não ser sonho,
e no sonho de ser um dia,
aquela alegria.
Caminho adormecendo,
sou…, gemendo,
um mar desse amar,
que um dia,
vi levar.
Que cada letra,
faça jura daquela cor,
que eu daltónico,
chamo amor.
Amor.
Aquela palavra simples e complexa,
que abraça o espaço e o tempo,
e o torna, sem momento.
. Perguntas-me… e eu não se...
. Isto é para ti, meu amigo...
. Sensação
. Parado
. Nojo
. Só
. Não
. Inútil
. Doentio
. Sem ti
. Era tudo
. Pétalas
. Deriva
. Ilusão