Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008

incompreensão.

Sorriram, e eu…

não sorri.

Olharam, e eu…

não olhei.

Quiserem ser,

e eu…

não fui.

Não mais serei,

o que não sou,

não mais direi sim,

ao que de mim,

é não.

Outrora fui molde,

cambaleando,

entre o suposto social,

entre o grito,

modal;

hoje,

sou uma mero menino,

despido,

a um cantinho,

brincando sozinho.

Pego no meu lápis,

e na parede,

escrevo amor,

faço da luz,

a sua cor,

e da paz,

o seu pendor.

Com isto,

muitos não olham,

outros, duvidam,

outros, dizem-me para crescer,

outros ainda,

parecem-me compreender;

o que sei,

é que de todos,

haverá um ser,

que reconhecerá,

no meu aguardar, o seu esperar,

no meu pintar, o seu amar,

na minha pintura,

o seu assinar,

em tudo,

o seu estar.

 

flipe

 

publicado por flipe às 21:57
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12 comentários:
De miúda a 8 de Outubro de 2008 às 23:35
porque há dias em que me sento do contra, mergulho em mim e regresso aos momentos em que fui mais feliz, e curiosamente é na infância que me sinto mais segura. porque hoje também eu estou num dia de saudade. saudade da infância e da inocencia que os outros veem quando me olham mas que eu não consigo ver.. Na idade dos sonhos tudo é possivel e a nossa metade está ali ao virar da esquina. pena que quando crescemos não esteja mais ali aquele cúmplice de brincadeiras, de jogos, de travessuras, prontinho a completar "o nosso amar, a nossa pintura, o nosso assinar, o nosso tudo em todo o seu estar". mas inesplicavelmente estamos somente ali. assim como tu passaste a estar para mim a cada poema, que contra qualquer razão plausivel , parece transformar em poesia o que me vai na alma. nada de grandioso ou eloquente te consigo dizer. hoje estou enlameada e suja demais para ser digna de ti... desculpa...
um beijinho e mais uma vez.. desculpa
De flipe a 9 de Outubro de 2008 às 21:41
dizes "...para ser digna de ti", "assustas-me", com estas palavras, fazendo de mim, algo perfeito, totalmente puro, quando eu.. tantas vezes, tantos momentos, erro, penso aquilo q n devo, digo aquilo q n devia ter dito, sou o que n devia ter sido... enfim, alguém q muito precisa de aprender, de mudar, de curar muitas imperfeições q muitas vezes m fazem abalar, condicionar... Idade dos sonhos... jamais deixarei d sonhar, jamais deixarei d krer ser criança, na sua ingenuidade, na sua simplicidade... na sua liberdade... N tens k m pdir dspa, "miuda", por nada, eu é q tenho d dizer obg, por teres vindo até mim, por tanto q tens deixado fluir até mim... cm disseste, tocamo-nos, num reflexo, q parece krer, levar-nos, até onde n sabemos, pediste m o coração, e eu dei to, abriste me o coração, e eu espreitei, e de tão belo, tão delicado, me "apaixonei"... envolvi me nas tuas palavras, no teu eu, e embora sentindo como tu, tão próximo, mas tão oco d ti, tão necessitado d ti, do q m fazes sonhar... e no reflexo, mais acreditar...Infância... dizes ter saudades desta infância... sabes? axo k tens saudades da liberdade, d poder dizer, sem medir, sabendo, q tdos t compreenderiam, sabendo q nda adaviria, q t magoasse... é esta liberdade, e este ser, q espero, p q ambos, sejamos novamente crianças, onde um e outro, sejam, transparência... n q o n seja, hj, no mundo, no dia a dia, mas dizer certas coisas, é gritar no vazio, num retorno muitas vezes de mágoa... d "diferenciação"... Dizes q em ti vêm inoçência, acredito k sim... pois acreditas no amor, pois és regida por esse tesouro q em ti bate, p outros, p muitos, ainda n cresceste, ainda és inocente... p mim, cresceste, e muito, p mim, és talvez um rflexo da minha procura, és certamente um ser, n sujo, n elameado, mas apenas condicionado, por muito q n desejas, k n keres, mas k em momentos t deixas ir, voltando rapidamente á luz q em ti brilha... és no fundo, uma menina, q vai sonhando, e q acredita, e q espera, mas num traço, de eloquência, d mágoa, de instante queda, provas o q n keres, sabendo aposteriori, ainda melhor o q desejas, o q aguardas, o q esperas... beijinhos e obrigado, por tanto deixares m tocar... flipe

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