Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

Deixo...

Deixo os dedos desmoronarem,

nas teclas vazias, e cessarem…

Deixo-me cessar,

e simplesmente aceitar…

Idealizo o que quero grafar,

num mais trecho de um esperar.

Tudo se consocia, numa empatia,

de uma amena dicotomia,

o desesperar, e o acreditar,

o não aguentar, e o saber que tudo irá mudar.

Duas faces, em duas moedas,

uma, o não encontrar o lugar a prosperar,

tudo é enfeito num desprezado enlutar;

e a segunda de dois…

Não de dois, mas de um,

um apenas estar e pertencer,

um apenas adorar e compreender.

Desvio-me deste avassalador almejar,

pois em instantes apenas,

seria o preciso, para voar,

e logo deslizar.

Não seria um aterrar, numa pista,

sem alicerces, mas seria um aterrar,

onde nenhum abraço, me viria tomar.

E depois…? Sim!!! Doeria,

e tudo estremeceria,

até o doce relento, surgir sedento.

E o que faço? Espero ou enlaço?

Espero, esperarei,

pelo dia, pela hora, em que em teus ombros,

me darei, e por toda a tua dor,

que segurarei.

Acredito que ambos, sejamos apenas,

 desertos de amor, de profunda dor,

desconhecidos e escondidos,

esperando pelo orvalhar,

de um conjunto amar.

 

Filipe

 

publicado por flipe às 00:09
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De Sou apenas EU!! a 29 de Agosto de 2008 às 13:36
Ok
Este poema mexeu mesmo comigo
Falas coisas tão profundas....
Assério adorei
Continua assim
Beijinhos
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