Sexta-feira, 3 de Abril de 2020

Tinta

Vem a noite,

e a tinta arrasta-se,

pesa,

magoa,

fica nua,

totalmente crua.

Quero que tenha cores,

que sorria,

mas séria,

numa cor,

traça a dor.

Peço que dê voltas,

que siga sentires,

mas de sorrires,

mas não!

Flui de vão,

descendo,

escoando,

pisando.

Ao ponto,

de não ser tinta,

mas mal,

que destilo acumulado,

mofado,

que rompe poros,

e peles,

e corações,

e vidas.

Esta tinta,

até quando?

este traço,

de laço,

que prende,

e puxa,

de noite.

Nem descontinua fica,

é um ponto pegado,

grosso,

e limado,

que corta,

e entorta,

cada traço de dia,

que sorria.

Sonho em poder pintar,

numa tinta,

que possa apenas,

brilhar.

publicado por flipe às 22:03
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