Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

Tricotava eu...

Tricotava eu,

nas malhas do destino,

na linha deste dia,

em que um sussurro tombava,

o que era, não chegava.

Um botão sem casas,

um fecho para fechar,

um mola aberta,

pronta para apertar.

Foi no cozer, de um ponto ser,

que num enfiamento,

leve momento,

o dedal caiu,

ao levantar-me, alguém sorriu,

o querer perdeu-se no ver,

e o costurar, oscilou num ar,

numa estrela que cruzou,

e de um nada, me levou.

Pano, ou enxoval,

uma breve briza, de Maria termal,

ou alfinete sem linha,

de um espaço, nunca ocupado,

horizonte chegado,

pranto esverdeado.

De um fechado tricotado,

fecho o dia passado,

e de uma linha que exclamou,

numa pergunta, deixou,

uma manta de um inesperado,

talvez uma nova malha,

talvez, o conto começado,

o fim, esperado.

 

Flipe

 

 

 

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publicado por flipe às 23:46
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5 comentários:
De Anónimo a 16 de Novembro de 2008 às 16:22
Olá...
Antes demais queria pedir-te desculpa se sentiste a minha ausencia... não é que não tenha vindo cá, mas o meu coração tem andando magoado e as minhas palavras só transmitiriam dor, e por isso nada tenho dito... aos poucos, tento procurar os raios de sol que emanam lentamente e que chegam até mim, tento agarra-los abraça-los, eles serão meus um dia.
Desculpa, mas nada mais te sei dizer neste momemto... quero apenas deixarte um beijo embrulhado em mil caricias e um xi-coração apertadinho e cheio de amor...
Obrigado por estares sempre aí....
De flipe a 16 de Novembro de 2008 às 18:26
Olá.. N tens d pdir dspa, como um dia te disse, mm s nda disseres, é como s tivesses dito... a tua ausência? sim, claro k senti... e claro q sempre adoro as tuas palavras, pekeninos traços k deixas sempre vir até ti... e tanto, tanto mais... és um alg, conheco te, por anónimo, mas sei bem, o k exise aí, dentro d ti... tantas diferenças poderão separar nos... mas este mututo sentir, este igual kerer... é igual, e idêntico... Os raios d sol, acredita, n estão no ar, em alg, estão dentro d ti... procura os, talvez qd os vires, virás algo mais, a surgir ao teu encontro... E nda, nem nunca precisas d agradecer... e dizer, fá-lo, qd e da forma k o quiseres fazer, uma só palavra, mil palavras, pouco interessa, será as tuas palavras... tuas, apenas tuas... obrigado, por abrires o teu coração p mim, e por sempre dizeres algo.... um beijinho tb imerso, recheado, d mil carinhos, d mil ternuras, d mil abraços amor...
De miúda a 16 de Novembro de 2008 às 19:48
venho pedir te desculpa por não ter comentado o teu coment... tenho andado molenga e sem inspiração para escrever... perdoa-me se não tenho as palavras para te devolver a que ja te habituei...
gostei deste poema mas ao ler lo não te reconheci, de alguma forma não parecia transparecer-te. parecia que como o fio que tricotavas tu encobrias algo muito mais profundo que ficou enaranhado nesse tecer e que tomou a forma de manta. um camuflar do que realmente sentias, dizias ou querias fazer pensar. pretendes um novo começo, mas algo inacabado permanece e enxe de nós esse inicio. há solto uma pequenina ponta de fio que ao minimo toque desfará todo o enxoval que tentas contruir afincadamente. mas isto são suposições, são ideias absurdas de uma alguém maluquinha que procura um lugar onde encaixar e que não te conhece... um beijo e mais uma vez obrigado por tudo***
De flipe a 16 de Novembro de 2008 às 20:44
oh... n tens de pdir dspa, jamais... e a tua inspiração, as palavras q já m habituaste, sinceramente... o k sempre vem d ti, além d serem mais belas ou menos, é total sinceridade, total sentimentos, é isso k sinto vir, além, d outras coisas tão boas, fluidas d um ser igualmente estraordinário..tu... E maluqinha, n, n és, eu sei, apenas alg, receoso, d dizer o q é, o q sente, o q pensa, o provérbio é velho, mas é cero, "o gato escladado, da água fria tem medo"... pela n compreensão, tomas o silêncio, como a melhor palavra... Em relação ao poema, ´é dificil defini-lo, separá lo, sinceramente, senti apenas, e palavra a palavra, foi surgindo, como s n o dissesse, mas alg olhando m, m defenisse, e mo ditasse... apebas... E dizes m n m conhecer, é verdade, nakilo k faço, nakilo k sou exteriormente, nos meus gostos, mas cá dentro... acredito, k muito mm conhecerás... Miuda, obrigado, e nunca, nunca terás d pdir dspa, eu sim, em cada palavra, agradeço te... e kero t sempre bem... quero t como és... como sei k és... beijinho e um envolto d um abraço d força, d esperança, d crença no amanhã, e de mt amor...
De miúda a 16 de Novembro de 2008 às 22:01
eu gosto de silencio. adoro falar, sou incapaz de estar calada por muito tempo, sou faladora demais, mas há momentos em quew opto pelo silencio. ele torna-se as melhores palavras a serem pronunciadas ou ditas. neste momento estou numa fase menos boa, mas estou pronta a arregaçar as mangas e passar tudo isto com a alegria e o sorriso que me torna eu. considero-me "um osso duro de roer". dizes que te conheço interiormente, mas isso não é verdade, conheço apenas de ti akilo que queres mostrar, aquilo que dás a entender sentir. nunca se conhece verdadeiramente alguém...apenas o necessario para se conseguir coexistir pacificamente..
retribuo os agradecimentos que me dedicas em dobro, pelas palavras de apoio que me chegam de força e coragem. obrigado mesmo.
um bjinho muito divertido de alguém que apesar de tudo está a tentar ver vida ás bolinhas coloridas e te quer transmitir toda esta boa disposição para que tenhas uma boa semana***

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