Domingo, 13 de Julho de 2008

Assusta-me tecer...

Assusta-me tecer,

onde num muito nada,

num tudo, pouco,

me faça querer.

Assusta-me, defender,

uma miragem de temer,

um passado de sofrer,

um algo que não posso ter.

Traços doirados,

rastos esverdeados,

feitiços passados,

impossíveis estados.

Foram acutilantes domínios,

que de uma razão, digo não.

È num reflexo,

que destilo a refracção,

de um receio, de um senão.

Seguro-me num receio de engano,

de poder destruir,

uma nuvem de um sentir,

de poder arrebatar,

um sensível estar.

É numa opacidade transparente,

doente, que nada destapo,

até o dia aclarar,

e poder voar.

 

Filipe

 

publicado por flipe às 15:09
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3 comentários:
De Marianne :'D a 13 de Julho de 2008 às 15:32
Olá!!

Não sei o que te poderá fazer recuar, não acreditar, mas talvez te perceba . . .

Só que tu escreves realmente muito bem, e seria uma pena se esse talento fosse desperdiçado e não pudesse ser apreciado por todos . . . .
Não deixes que um talento desses, uma habilidade que nem todos possuem escorregar-te por entre os dedos!
Se eu estiver errada(que não estou mas pronto!) também não serias o primeiro e tão pouco o último a ouvir um 'não' ou um 'temos pena,mas não é isso que procuramos' . . . Há-de sempre haver alguém que aprecia o que escreves, mas tens de arriscar, sem medos, sem olhar para trás!
Esses 'não' que poderás ouvir apenas servirão para te fortalecer!!
Mas não sabes se não tentares, não podes ter a certeza do futuro!

De qualquer modo, quer sejas ou não o POETA do século, continuarei sempre a vir aqui para ver o que escreves e que me faz tão bem!

Beijinhos!
De aquela a 13 de Julho de 2008 às 15:43
Olá! Desculpa não ter aparecido cá antes, mas estive fora!
Mais idade? Não! Sou 10 anos mais nova!
Aqui apenas se mostra o que se sente e o que se realmente é! E isso nem sempre corresponde com a idade, é verdade! Não quero dizer que sou grande e a maior, mas reflete muito com o que vivemos, mas principalmente da forma como reagimos ao que vivemos!
De nada!
Obrigado eu!

Beijinho!
De ρøετïṡα αṉαṡøɾ a 17 de Julho de 2008 às 00:17
Saudades

Tive saudades de ti que nunca te vi
De ouvir a tua voz em brandos momentos ...
Saudades de recordar um passado inexistente sem ti Saudades daqueles tempos ...

Em que nunca te abracei mas te ia abraçando
E da dor que havia mas não parta do meu rio...
Em que sabia que existias vagueando
Atravessando Lisboa num fio ...

Saudades dos teus passos
Saudades do que nao se viveu
Oh e o tempo agora anda a largos escassos
Oh saudades dum rosto teu ......

E na saudade quimerica sonho real
Deus entrança caminhos desconhecidos ...
E numa gota de lagrima essencial...
Nunca fomos tao longe desaparecidos ...

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